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lundi 15 septembre 2014

Ramon Diego e a sua "Viagem Rasa"



















Os poemas acima são do autor Ramon Diego. Nascido no interior da Paraíba (um dos Estados da região Nordeste do Brasil) desde pequeno teve influências literárias tanto em sua região que é riquissima culturalmente como através dos professores que foi encontrando pelo caminho. Por paixão começou a estudar o francês, projeto que se concretizou com o percurso universitario em FLE. Nesse meio tempo, através de crowdfunding, o autor lançou o livro Viagens Rasas - com influências da art-nouveau e da poesia concreta - e os projetos não param por aí. Confira abaixo a entrevista com o autor.




1- Como começou a sua trajetória no mundo das letras?
Eu nasci na cidade de Sousa, na Paraíba, desde pequeno tive contato com o cordel, produção literária muito forte por lá. Atualmente, moro na cidade de Nossa Senhora da Glória (SE). Comecei a escrever ainda no ensino médio, em 2006, de lá para cá venho tentando aprimorar o que escrevo, lapidar, trabalhar com essa matéria prima que é a palavra. Desde 2010 pensava em publicar um livro sobre a efemeridade das coisas no nosso mundo e de como a ideia de rapidez perpassa a nossa percepção acerca da realidade na qual estamos inseridos. No mesmo ano comecei a escrever o livro que publiquei apenas em 2013, “Viagem Rasa”. O que me motivou a seguir o caminho das letras, penso, talvez tenha sido os professores com os quais estudei, eles davam ótimas aulas sobre literatura e isso me deixava empolgado, com vontade de ler, depois de ler muita coisa, aí sim, comecei, aos poucos, a produzir um poema aqui outro acolá.


2- O que te motivou lançar seu livro mesmo sabendo que no Brasil não é facil ser escritor?
Rilke, em suas “Cartas a um jovem poeta” provoca-nos sobre o porquê de ser poeta/escritor e consegue chegar a reflexão de que, se você só é completo escrevendo, então, sim, você pode escrever e ser um escritor. Eu sou completo enquanto escrevo e isso faz parte dessa vontade que temos de nos inclinarmos sobre nós e enxergamos alguma lógica dentro da existência, tornando-nos mais conscientes do mundo que nos cerca, por isso escrevo.


3- Qual é a sua relação com a língua francesa? Por que optou em estudá-la?
Um dos primeiros livros que li, “Os miseráveis”, era de um autor francês, Victor Hugo. Como eu gostei muito do livro, fiquei imaginando como seria lê-lo em francês, no idioma original. Muito tempo se passou até eu conhecer uma professora de literatura brasileira que falava francês, que morava na minha cidade e que acabou se tornando minha amiga, com ela tive o primeiro contato com o idioma, através de pequenas aulas que ela me dava sem cobrar nada. Apaixonei-me pelo idioma e hoje sou aluno do curso de Letras português/francês pela Universidade Federal de Sergipe e, além de tudo, consegui realizar a minha peleja de ler grandes obras da literatura universal em francês.


 4 - Sobre o seu livro, Viagem Rasa, o que o leitor pode esperar?

O processo de produção do livro foi um trabalho maravilhoso e enriquecedor, me ajudou a entender um pouco mais sobre o mercado editorial no Brasil e sobre a cena literária do país. O grande problema depois de escrito, é que eu não tinha grana para publicar, nem capa. O livro foi totalmente financiado pelos leitores mediante uma campanha de captação de recursos para a publicação realizada pelo Facebook, na qual cada leitor contribuía para o livro com o que pensasse que valesse a poesia, também ganhei a capa do livro, de uma artista extremamente talentosa, humana e solidária, a Sandra Hiromoto (PR). Ou seja, juntando todo o processo, o livro demorou três anos para ser concluído. O leitor pode esperar um livro de poesias rápidas e de grande impacto sobre a consciência que a linguagem nos desperta dentro da labuta poética.


5- O livro teve boa aceitação da critica e te rendeu indicações e prêmios, você esperava tamanha repercussão?
A gente sempre espera que, o que fazemos, ainda mais de coração, seja apreciado pelo público leitor, mas realmente me surpreendi! Surpreendi-me pois o livro foi feito de forma independente e consolidado da mesma forma, publiquei 400 exemplares com o dinheiro arrecadado, 100 doei no dia do lançamento, como prática de democratização da literatura produzida na cidade de Nossa Senhora da Glória - SE. O lançamento foi todo organizado pela Associação Cultural Sertão na Arte, associação de amigos que se reúnem em prol da criação de espaços alternativos, nos quais se possa discutir cultura e produção cultural. Além disso, o livro não foi publicado por grandes editoras, mas consegui muita divulgação de gente que acredita na poesia e na literatura, de amigos que escrevem e de agentes culturais pelo mundo e, isso foi muito recompensante.



6 - Quais são os seus proximos projetos? Mestrado? O lançamento de um novo livro?
Pretendo lançar um segundo livro, talvez na metade do ano de 2015, estou recebendo propostas de algumas editoras que publicam autores iniciantes, mas, por enquanto tenho me dedicado aos estudos literários, outra grande paixão. Pretendo sim fazer meu mestrado na área de Literatura Brasileira, vamos ver no que dá! (risos).





*Biografia do autor: Ramon Diego est un étudiant de lettres, poète et membre de l'Académie Gloriense de Lettres et de l'Association Culturelle Sertão à l'Art. Il vit dans la ville de Nossa Senhora da Glória, au Brésil.



Por Allana Andrade


samedi 23 août 2014

Os franceses são hiperconectados?

Acessar a internet várias vezes por dia, não conseguir largar o smartphone. Ficar desconectado? Jamais! Seja através do computador, notebook, smartphone ou tablet no final do ano passado, 82% dos franceses já estavam conectados à internet fixa ou móvel.


Conectividade. Foto: Internet


Multi equipados e multiconectados, assim podemos resumir o acesso atual dos franceses. Para confirmar é só acompanhar os dados: oito em cada 10 casas francesas são equipadas com pelo menos um computador, mas em média os franceses possuem 6,5 telas em casa! A França contabiliza mais de 43 milhões de internautas no último trimestre de 2013, ou seja, um aumento de 14% em quatro anos.

Um estudo realizado em 2013 pela TNS Sofres mostra que além dos e-mails, 38% dos franceses acessam a internet várias vezes por dia. O perfil é de jovens (42% tem entre 18 e 34 anos) do sexo masculino (58%). Jovens esses que utilizam as redes sociais, assistem vídeos filmes e televisão via internet e são também viciados em tecnologia. Isso porque 45% navega através de seus Smartphones e 22% através de tablets. Apesar disso, a conexão resta dominada pelo computador (94%), mas com um aumento considerável dos Smartphones (30%) e dos tablets (15%).


Alguns dados da pesquisa TNS Sofres. Tradução: Por Aqui e Là-Bas.


Ainda segundo a pesquisa, os franceses utilizam a internet para se informar, se divertir e claro, socializar. Dentre as atividades listadas, o trio saídas (65%), preparar viagens (61%) e seguir receitas culinárias (56%) ocupam o pódio. A parte de redes sociais, vídeos, filmes e TV são mais sedutoras para os mais jovens (respectivamente 90% e 81% tem entre 18-24 anos).

Já as redes sociais tão utilizadas no Brasil, aparecem apenas no 4° lugar na preferência dos franceses, valor que corresponde a 45% dos entrevistados. Outro dado que chama a atenção são os tutoriais principalmente relacionados às pequenas reformas. Os franceses tem o hábito do "faça você mesmo", eles adoram, compram tudo o que for necessário e partem para a aventura. Os dados mostram 23% dos internautas que seguem cursos de reformas e conselhos para os trabalhos, mas 64% afirmam utilizar pelo menos um tutorial.


Allana Andrade Berthélemy


mercredi 22 août 2012

Du folklore plein la fête! / O folclore celebrado em Laranjeiras

En ce jour du folklore,  Por aqui e là-bas vous propose une sélection des photographies faites dimanche 19 août à Laranjeiras, dans l'intérieur sergipano. Là, plus de 30 groupes folkloriques de Sergipe se sont réunis pour parader dans les rues de la ville historique en hommage au foklore de la région et du Brésil. / Neste dia do folclore, Por aqui e là-bas propõe uma seleção das fotografias feitas domingo 19 de agosto na bela Laranjeiras, no interior sergipano. Lá, mais de 30 grupos folclóricos se encontraram para desfilar nas ruas da cidade histórica.  





  L'arrivée / A chegada ( photo : Gauthier B ) Groupe de Reisado



Explosion de couleurs / Explosão de cores ( photo Gauthier B ) Groupe de Reisado




Préparatifs / Preparativos (photo : Gauthier B) Groupe de Reisado




Le sourire / O sorriso (photo : Gauthier B) Groupe de Reisado





L'invitation / O convite (photo : Gauthier B) Groupe de Reisado




La pause / A pausa (photo Gauthier B) Groupe de Reisado




Mélange de générations / Mistura de gerações (photo : Gauthier B) Groupe de Reisado












São Gonçalo (photo : Gauthier B)





São Gonçalo (photo : Gauthier B)




Cacumbi (photo Gauthier B)





Taieira (photo Gauthier B)




Samba de Pareia (photo Gauthier B)







Taieira (photo Gauthier B)








Procession / Procissão  (photo Gauthier B) 






Fin de défilé / Fim de desfile (photo Gauthier B) 

samedi 14 juillet 2012

14 de julho, um dia de vitória popular!


Fogos do 14 de julho em Saint-Omer/2011. Foto: Por aqui e Là-bas

Na França a grande data no calendário é o 14 de julho, data essa que comemora a queda da Bastilha, quando os franceses foram às ruas protestar contra o regime monárquico. Na ocasião o povo invadiu a Bastilha, símbolo do absolutismo, resgataram os presos e derrubaram o local. Esse fato simboliza a Revolução Francesa.

Diferente do que acontece no Brasil onde datas comemorativas importantes são vistas por muitos como apenas um dia sem trabalho (ou seja, vamos beber e/ou viajar), os franceses realmente preservam a tradição de assistir ao desfile oficial em Paris (ou acompanhar pela televisão) e na noite cada cidadezinha por menor que seja (no meu caso estava em uma com 500 habitantes) comemora a data com orgulho dos antepassados.

A cidade em questão, chamada Fléchin localizada no Norte da França e como disse, não foi diferente. Um jantar comunitário foi realizado em um clube e varias famílias participaram. Desde a decoração nas cores da bandeira francesa (azul, vermelho e branco) até as comidas servidas remetiam ao momento histórico tão celebrado e conhecido.

Mais tarde, quando finalmente escureceu (nessa época do ano o sol se põe por volta das 21h) fomos a Saint-Omer, também no Norte onde os fogos de artifício iluminaram a cidade, cuja praça estava repleta de pessoas admirando o espetáculo.

Aqui no Brasil, algumas Alianças Francesas e os Consulados realizam a comemoração do 14 de Julho com jantares e atividades que remetem à data e ao país.

Allana Andrade

mardi 15 mai 2012

Por que estudar francês? Será que compensa mesmo?


Muita gente pergunta, tenta se convencer do contrário, mas os dados estão aí! Aprender francês é a oportunidade de se comunicar com mais de 200 milhões de pessoas ao redor do mundo. Só na América do Sul são 120 mil francófonos e 200 mil francófonos parciais.

Aprender francês é também um diferencial no currículo. Foto: Internet

Aprender francês é poder visitar 56 países sem se preocupar em aprender vários idiomas. É uma das opções de idioma no ENEM e em vários vestibulares do Brasil. O francês é junto com inglês a única língua presente em todos os continentes. 

Mas é claro que logo você pode pensar "mas com inglês eu falo com muito mais gente". Sim, com certeza, com o espanhol, com o mandarim, com o inglês, com o português... Muitos são os idiomas que nos permite falar com milhares de pessoas, mas por que não investir em mais de um, dois e quem sabe três idiomas?

Para João Dória, de 18 anos, que há dois anos estuda a língua francesa, a vontade de aprender o idioma veio através de um interesse cultural: "queria aprender algumas músicas em francês do Cirque du Soleil, todavia, gosto muito do circo em todo o seu conteúdo", explica. Quando perguntado se gostaria de viver em um país francófono ou realizar um intercâmbio ele ri e diz: "Sim! com todas as exclamações possíveis!"


João Dória em sua primeira viagem à Europa. Foto: Arquivo Pessoal.


Já a professora de francês Adalúcia Aragão explica que a parte cultural é o que mais a interessa “O que mais me atrai no estudo da língua francesa é a herança cultural que a ela é atrelada”. Dentre outras oportunidades, Adalúcia já viajou para países francófonos e pretende se dedicar ainda mais para em breve realizar o exame DELF nível C-1.

Adalúcia Aragão: professora e apaixonada pela cultura francesa. Foto: Arquivo Pessoal

Se interessou em começar a estudar? Vários são os sites, livros, escolas e cursos particulares para quem deseja aprender esse idioma. Existe também a Organização Internacional da Francofonia (OIF) fundada com o objetivo de reunir falantes da língua francesa em todos os países do mundo. No Brasil, as festas oficiais da francofonia são realizadas em Brasília, mas em todo o país é possível encontrar locais para festejar, seja em cursos de idiomas, com amigos francófonos ou nas embaixadas e consulados franceses.

Allana Andrade

samedi 21 avril 2012

Le 21 avril, jour de révolte brésilienne


Drapeau de Minas Gerais influencé par les idéaux des Lumières. Photo: Internet

L’histoire du Brésil est jalonnée par de nombreux mouvements dont la revendication était la séparation de la couronne portugaise. L’un des plus importants est sans aucun doute la Conjuration Mineira. Pour la comprendre, il suffit de remonter le temps. Au XVIIe siècle, le Brésil était une colonie portugaise, et le roi, en plus d’exercer un pouvoir absolu, maintenait un niveau d’impôts três élevé.

Dans la région du Minas Gerais, l’activité principale était l’extraction d’or, d’argent et de minéraux précieux, en particulier le diamant. Logiquement, la couronne intensifia l’imposition et interdit les activités de transformations artisanales au Brésil, sans oublier la forte taxation des produits importés de la métropole, dans un contexte d’épuisement des mines de la région.

Mais le Portugal, insatisfait par la baisse du rendement de ces dernières, institua d’autres impôts comme celui de la “derrama” qui permettait l’appropriation par la monarchie de 20% de la quantité d’or extraite du sol mineiro. Et quand elle n’était pas acquittée, les hommes de la couronne procédaient à des confiscations de biens  et d’objets en or des habitants.

En 1787-1788, la corruption de plus en plus flagrante dans la classe politique et les rumeurs d’augmentation des impôts provoquent le mécontentement des classes les plus riches. Rapidement, le pouvoir réprime tout mouvement de contestation.   

Réunion du Mouvement de Contestation. Photo: Internet

Parmi eux, la Conjuration Mineira. Elle a pour objectif de libérer le Minas Gerais de la domination portugaise pour créer un pays indépendant. Le mouvement ne se cantonne alors qu’à la région des mines car, à l’époque, les habitants du Brésil ne sentent unis par aucun sentiment patriotique. Les révoltés défendent  un modèle républicain, insprirés par les idées des Lumières et l’Indépendance nord-américaine. Même mus par ces idéaux, les conjurés ne demandent pas l’abolition de l’esclavage, notamment parce que la majorité des insurgés eux-même utilisent ce type de main-d’oeuvre.


En 1789, intellectuels, cléricaux et propriétaires fonciers décident de commencer la révolution  le jour de l’annonce de la “derrama” par les portugais. Mais, le mouvement est rapidement démantelé par la trahison de Joaquim Silvério dos Reis qui dénonce ses compagnons en échange de l’effacement de ses dettes.

Joaquim José da Silva Xavier, le Tiradentes. Photo: Internet

Parmi les insurgés trahis, on trouve Joaquim José da Silva Xavier, le Tiradentes (littéralement “le dentiste”) considéré comme un symbole de l’indépendance brésilienne, à tel point que le jour de sa mort, le 21 avril 1792, est devenu férié.  Entre autre parce qu’il a été le bouc-émissaire d’une révolte dont le caractère populaire est limité. Elle reste la manfestation d’un mécontentement de propriétaires excédés par les impôts royaux.

Si la situation actuelle ne peut se comparer à celle des années de l’indépendance, on trouve encore aujourd’hui des mouvements séparatistes au Brésil. Essentiellement concentrée dans le sud du pays, la mouvance utilise un discours critiquant la fiscalité pesant sur  les revenus générés par la région. Selon elle, ces derniers ne serviraient qu’à financer les aides sociales accordées aux plus pauvres.

Celles-ci se destinant en majorité aux populations du nord et du nordeste brésilien, il en découle une haine caractérisée du sud envers ces régions. Lors des dernières élections présidentielles, en 2010, une partie de l’électorat de la droite défaite par Dilma Rousseff avait lancé une violente campagne d’insultes destinées aux Nordestinos sur internet. Parmi les commentaires, on ressentait l’exaspération d’un sud riche face à la pauvreté des autres régions considérées comme des parasites retardant le développement du Brésil.

Allana Andrade

dimanche 8 avril 2012

Joyeuse Pâques e Feliz Páscoa!!


Crianças 'caçando' ovos de Páscoa na França / Enfants à la chasse aux oeufs de Pâques (foto:internet)


A Páscoa, por ser uma celebração cristã, é comemorada também na França. Mas, no Hexágono, as tradições são um pouco diferente do que no Brasil. Aproveitamos deste feriadão para viajar do outro lado do oceano Atlântico. / Pâques, grande célébration chrétienne, est aussi commémorée au Brésil. Mais, au pays de la Samba, les traditions sont un peu différentes qu'en France. Profitons de ce weekend prolongé pour voyager de l'autre côté de l'Atlantique.

Na França 

Se o feriado brasileiro começa na quinta-feira ao meio dia e termina no domingo à noite, os Franceses têm o direito de se descansar só a partir de sexta-feira à noite para aproveitar na segunda-feira de Pascoa, que é o único dia feriado da festa cristã.  

Menos religiosa, a tradição de comer chocolate até explodir o fígado é também seguida na França. Quem duvidava que os Franceses também pudessem ser gulosos, hein? Como no Brasil, na Alsácia (região do leste da França) são os coelhinhos da Pascoa que vêm trazer os ovinhos para as crianças... e os adultos, claro. Mas, geralmente, são os sinos que fazem este favor aos comedores de doces marrons. Por que os sinos? Na França, tradicionalmente, os sinos das igrejas chamam todos os dias o povo para a missa. Mas da Sexta-feira Santa até o domingo à noite, eles se tornam mudos em memória ao sacrifício de Jesus Cristo. Esses sinos aproveitam do silêncio para passar pelos jardins franceses e depositar os deliciosos ovinhos de Páscoa voltando de Roma, onde elas foram abençoadas pelo Papa. Domingo cedinho, as crianças se acordam e correm diretamente ao jardim para recolher o tesouro achocolatado em forma de ovos, coelhos, pintos ou galinhas.

A omelete gigante de Bessières, uma tradição que dá apetite (foto: internet)

Cada ano, prefeituras organizam ‘caças aos ovos’ nos jardins públicos ou outras manifestações para celebrar a Páscoa. Outras ideias engraçadas saíram da cabeça de Franceses, como os habitantes de Bessières no Sul da França que fazem cada Segunda-feira de Pascoa uma omelete gigante que precisa de mais de 15000 ovos! Em outras cidades, procissões, feiras ou festas animam o feriado. Na Segunda-feira, as famílias se reúnem para um almoço ou um jantar no qual o prato principal é feito de carneiro, a carne tradicional da Pascoa. 

Au Brésil

Au Brésil, les commémorations commencent le jeudi, jour où Jésus fit son dernier repas avec les apôtres et le rituel du lavement des pieds (où Il, dans un geste d’humilité, s’est agenouillé aux pieds de ses disciples et les lava pour montrer l’égalité). Le soir même, Judas trahissait Jésus et les soldats le capturaient.  

Le vendredi est un jour de réflexion et de prière pour les catholiques car il symbolise l’agonie du Christ sur la Croix. À cette occasion, personne ne consomme de viande rouge et les Brésiliens préparent des plats à base de poisson, le plus courant étant la morue. À quinze heure commencent des célébrations à l’église et en soirée ont lieu dans plusieurs villes du pays des représentations grandeur nature de la Passion du Christ. La plus célèbre d’entre elles se déroule à Nova Jerusalem, dans le Pernambouc.

La Passion du Christ à Nova Jerusalem (PE), une communion catholique grandeur nature (foto: internet)

Le samedi est appelé ‘Samedi de l’Aleluia’ et est le jour des grandes messes, plus longues que d’habitude, montrant la souffrance de Marie, mère de Jésus. Dans de nombreuses villes, on procède à la crémation de Judas, le disciple traitre. Pour cela, les Brésiliens confectionnent des bons hommes en mousse qui sont frappés et brûlés par la foule. De nos jours, il n’est pas rare de voir ces figurines affublées du visages de politiques, acteurs ou autres personnes que la population ne porte pas dans son coeur.

Et le dimanche est le jour le plus attendu par les enfants... Il est dédié à une seule activité: manger du chocolat. Les oeufs de tout types et de toutes formes sont déposés par les lapins de Pâques.

Allana Andrade et Gauthier Berthélémy 




lundi 19 mars 2012

Cultura: Vocabulário misturado


Influência do vocabulário francês no Brasil. Foto: Internet
Ligar um abajur, ir a um show de balé, utilizar o bidê, visitar um ateliê... Você já ouviu ou usou essas palavras? Talvez já tenha usado um boné, ganho um cachê, comprado numa boutique e recebido um buquê. E quanto ao batom? Já comprou alguns? Já ganhou um bibelô? Teve medo ao ver um cassetete e utilizou produtos do camelô?

Quem nunca comeu uma omelete, crepes, um bolo com glacê, champignon, mousse? Guardou itens no nécessaire ou sonhou com brinde com uma taça de champanhe no Réveillon? Quem já curtiu uma matinê, esperou o placar do jogo, comeu maionese, cometeu uma gafe ou fez flor de papel crepom?

Flor de papel Crepom. Foto: Internet

Você já olhou uma maquete? Pensou em fazer greve? Jogou tênis com uma raquete? Quem nunca chamou o garçom de amigo? Comeu um purê? Fez pose para a foto? Colocou uma carta no envelope? Quem quer fazer parte da elite e usar roupa de etiqueta? Chama banheiro de toalete ou anda de camionete?

É muito comum encontrar brasileiros falando termos franceses, tanto que às vezes nem percebem que a palavra não é original do idioma português. É o caso das palavras acima e de outras como: crepe, clichê, chique e crochê. E que tal: menu, maiô, marrom e metrô? Sem falar de: bege, boate, capô, cavanhaque e chalé. Isso acontece porque no vocabulário do Brasil, muitas são as palavras de origem francesa.

Mas de onde teríamos adquirido essa quantidade de termos? Como explicar o fato de usarmos as palavras cachecol, bijuteria, complô e escargot? Atualmente poderíamos citar a globalização, o uso de computadores, ou até mesmo a facilidade em conhecer outros países. E há séculos atrás? Onde nossos antepassados, nossos avôs e bisavôs aprenderam? Ir ao cabaré, comer num bufê, fazer tricô, usar perfume, costurar um paletó ou passar maquiagem (ou maquilagem)?

Maquiagem ou maquilagem. Foto: Internet

Independente da forma como a palavra veio para o Brasil e como a utilizamos atualmente é inegável a participação da língua francesa na construção do nosso idioma. Quem não se lembra da moda da pochete? Usar uma roupa em cores degradê? Uns óculos fumês? Atravessar a avenida? Comprar e dividir no carnê? E os advogados usando jargão? Um patê com torradas? Um artista em turnê pelo país?

Seja na moda (colaint, tafetá, escarpan, Chanel), na culinária (salada, canapé, caviar, conhaque, creme, croissant, filé, fondue), em todas as áreas podemos encontrar termos originários do francês. Vale lembrar também que a cultura francesa sempre foi muito bem vista. Influenciados pelo século XIX na época dos artistas, pela Revolução Francesa em nossa Independência. Sem falar da Belle Époque, das aulas de francês obrigatórias nas escolas públicas do país.

Belle Époque: inovação e beleza. Foto: Internet

O termo oficial utilizado para essas palavras é galicismo ou francesismo. Ele é considerado um vício de linguagem na qual se usa uma palavra, frase ou expressão do francês sendo traduzida ou mantida no original. Quando a palavra é incorporada ao idioma sem modificações, passa a ser um estrangeirismo. É o caso de lingerie, dossiê, flamboyant, chance, nuance e tailler.

O interessante é que alguns termos tiveram mudanças de significado. É o caso de: marrom (castanha, ou seja, a cor da castanha e não propriamente a cor escura que conhecemos), chofer (do chauffeur que vem do verbo aquecer, ou seja, aquele que aquece o motor do carro) e greve (em Paris existiu uma praça chamada Place de Grève às margens do Sena onde os trabalhadores se manifestavam).

Conheça outras palavras de origem francesa: bomboniére, lilás, marionete, verniz, carroceria, cassete, chantagem, chassi, cobaia, croqui, cupom, déjà vu, detalhe, edredom, guichê, guidom (de bicicleta), limusine, maçom, madame, matiz, pasteurizar, pivô, pierrot, première, record, sanguessuga, suíte, touché, Tsunami e universal.


Allana Andrade




vendredi 17 février 2012

Culture: Visite guidée du Museu da Gente Sergipana

Museu da Gente Sergipana à Aracaju (photo: internet)

Sur l’avenue Beira Mar à Aracaju, le Museu da Gente Sergipana a ouvert ses portes depuis quelques mois. Considéré par beaucoup comme la fierté de la capitale de l’état de Sergipe, le musée met à l’honneur la culture de cette petite partie du Nordeste. Si l’on peut se laisser séduire par la modernité qui a pris possession des lieux, cette dernière grignote parfois la place de ce qui devrait être l’essentiel, la culture sergipana. Visite guidée.

Inauguré en novembre dernier, le musée est un bâtiment de style colonial totalement restauré par la Banese, la banque de l’état de Sergipe, pour marquer, dans le paysage urbain, ses cinquante années d’existence. Quatre ans de travaux ont été nécessaire pour donner naissance au premier musée entièrement interactif de l’état, sur le modèle du Musée de la Langue Portugaise de São Paulo.

L’écrin de ce nouvel espace culturel est une bâtisse datant de 1911 et qui a abrité pendant de nombreuses années le lycée public Atheneu Sergipe. L’endroit est paisible, faisant face au fleuve Sergipe. En façade, un petit espace verdoyant avec une fontaine en son centre se charge de compléter la beauté de l’ancien établissement scolaire. Dès les premiers pas à l’intérieur du musée, on peut sentir la force de l’histoire qui y réside et prendre conscience des millions de reais investits dans le projet. Le parquet ciré aux lames marrons à deux tons reflète les moulures qui ornent le plafond. Sur les murs du hall, des oeuvres d’artistes locaux s’affichent aux côtés de plaques commémoratives en l’honneur de ceux qui ont fait et refait ce musée.

Pour accéder à ce dernier, le procédé est simple. Nul besoin de billets et autres monnaies sonnantes et trébuchantes. Une simple adresse email suffit. Et chaque après-midi de semaine et chaque weekend, le visiteur peut apprécier le service d’un guide pour découvrir les aspects de la culture sergipana. On ne peut qu’apprécier l’effort fait pour rendre accessible la culture sergipana à tous.

Car c’est de cela qu’il s’agit. En déhambulant dans les différentes salles de ce lycée d’un autre temps, on se trouve convié à admirer ce qui fait l’identité de l’état de Sergipe. Le tout de manière interactive. La visite commence par la projection d’um film court sur les beautés sergipanas. Tout y passe, d’Aracaju à Xingo en passant par Estância ou Pirambu. Une production magnifique dans laquelle Sergipe est l’acteur principal.

Faisant face à l’auditorium, une boutique de souvenirs. Là, on trouve des babioles à l’effigie de l’état, entre porte-clés et magnets de frigidaire, mais aussi des produits d’artisanats. Un touriste de passage dans la capitale Aracaju pourrait se laisser tenter par quelques achats, mais le résident permanent ne s’y trompe pas: à quelques minutes de bus se trouve le marché municipal sur lequel les mêmes produits sont disponibles à moitié prix...

La visite se poursuit avec le sentiment que l’on veut nous en mettre plein la vue. Écrans géants, rétroprojecteurs diffusant à tour de pixels de giganteques fresques ou des paysages sur lesquels interviennent des espèces de la faune et de la flore locale, bornes d’où sortent les paroles de sergipanos contant leurs existences ou autres ipads sur lesquels les doigts choisissent l’explication qui sera donnée...

 Après être monté à l’étage par le grand escalier de bois qui fend en deux le hall d’entrée, on se trouve nez à nez avec un décor de marché typique du Nordeste. Derrière le comptoir, un vendeur virtuel qui répond à la seconde aux demandes des visiteurs qui peuvent s’exprimer à travers um micro. Surréaliste, on reste bluffé par la performance technologique. Tout comme lorsqu’on passe devant un mur, en apparence noir, qui s’illumine alors pour nous conter l’histoire d’un des illustres personnages qui ont fait l’état de Sergipe. On se familiarise avec le cangaceiro Lampião, bandit de grands chemins du Nordeste dans les années 20-30. On découvre la vie d’Arthur Bispo do Rosário, artiste originaire de Japaratuba que l’ont a cru fou et interné pendant des années À Rio de Janeiro. Aujourd’hui, son oeuvre est reconnue et diffusée partout dans le pays et dans le monde.

Groupe face à une reproduction de l'oeuvre de Arthur Bispo do Rosário (photo internet)

Le musée a tout l’air des plus grands. Et pourtant… A la fin de la visite, qu’a-t-on retenu? Passer de salle en salle en un temps record de 40 minutes, avec l’horrible frustration de ne pas avoir pu tripoter tous les écrans qui s’offrent à nos doigts curieux ne peut que laisser le visiteur sur sa faim. L’histoire de Sergipe n’est que trop rapidement évoquée et l’on connait l’importance que les dates ont pour la compréhension d’une culture ou des comportements des gens qui vivent au quotidien la réalité d’une région.

Le Museu da Gente Sergipana a tout d’un grand, oui, mais surtout pour les enfants. Il est une bonne introduction à la prise de conscience qu’il  existe bien une étiquette culturelle ‘Sergipe’. La visite est donc fortement conseillée si au hasard d’un voyage brésilien vous vous trouvez à Aracaju. Mais, une fois sortit, il est tout autant recommandé d’aller voir par vous-même ce qui se cache derrière l’être sergipano. 

Allana Andrade

mardi 14 février 2012

Hoje é dia de São Valentim!

Patrono dos noivos e dos apicultores, esse santo também é invocado contra a peste. Na maioria dos países do mundo hoje é comemorado o dia dos namorados. Mas vamos para um pouco de história:

São Valentim era um padre na cidade de Roma e tornou-se também médico. São muitas as histórias e vários São Valentins que aparecem nelas. Uma delas aponta que no século III o Imperador de Roma Claudios II proibiu casamentos em seu reino para formar um grande exército. Isso porque jovens que não tivessem família poderiam se alistar mais rápido ao exército.
Representação de São Valentin em mosaico: Imagem: araduca.blogspot.com

Mesmo assim, o bispo Valentim continuou realizando casamentos em segredo. Após ser descoberto, ele foi preso e condenado a morte. Na prisão, o bispo recebia muitas flores e mensagens de jovens dizendo que acreditava no amor. Dentre elas a filha cega do carcereiro. A jovem Astérias conseguiu a permissão do pai para visitar o bispo. Os dois acabaram se apaixonando e Valentim operou um milagre: a jovem voltou a enxergar! Antes de ser executado, ele enviou um coração de folhas para a moça com uma mensagem assinada: de seu Valentim... Expressão até hoje muito utilizada.

Outro Valentim foi um bispo de Terni, perto de Roma que também foi decapitado por Claudio II. E há um terceiro Valentim, bispo de Récia no século V. A verdadeira identidade de São Valentim até hoje não é conhecida. Há relatos de que existiram 7 Valentins na história todos sendo celebrados no dia 14 de fevereiro.
Há também quem acredite que a data foi escolhida como forma de cristianizar as celebrações pagãs da Lupercalia. Na Antiga Roma, o mês de fevereiro era considerado o mês da primavera, tempo de purificação. No dia 14 era o dia dedicado a deusa Juno, rainha de todos os deuses e deusa das mulheres e do casamento. Há quem diga também que essa data é o início do acasalamento dos pássaros ocasião que os enamorados colocavam bilhetes na porta da pessoa amada.

Mas e hoje? Ainda existem tradições ou a data virou um momento meramente comercial?

Exemplo de cartão-presente que faz crítica ao comércio na data. Imagem: cybercartes.com

Algumas tradições dessa data foram evoluindo com o tempo, mas a entrega de cartões, rosas vermelhas simbolizando a paixão, caixa de bombons, encontros dos pretendentes, presentinhos de forma geral se mantém por gerações. Na França a comemoração é muito menos comercial que no Brasil (lembrando que aqui o dia dos namorados é 12 de junho). Os franceses fazem programas como jantar, troca de cartõezinhos e pequenas lembrancinhas.

Segundo pesquisas, 39% dos franceses consideram o dia do São Valentim como o dia o mais romântico do ano. Uma porcentagem que alimenta um crescimento importante de alguns setores econômicos. É o caso da venda de flores que é multiplicada por 3 durante este dia amoroso na França. A empresa Interflora, líder da entrega de flores a domicilio, consegue quase 10% das suas vendas num único dia 14 de fevereiro. Outro setor é o turismo e as viagens românticas na Europa. E entre os destinos favoritos dos franceses achamos Paris, Londres e Roma. Mas as cidades de Istanbul e Lisboa poderiam subir no pódio daqui a alguns anos.

Estranhamente, a lingerie, que poderia ser um produto importante, não faz um verdadeiro sucesso. Uma tristeza para a marca mais famosa da França, Lejaby, que passa por uma situação econômica difícil e deveria fechar suas fábricas daqui a pouco. Uma crise do setor que já mobilizou os políticos neste período eleitoral. Enfim, uma matéria sobre o dia do São Valentim sem falar de desejo seria incompleta. Segundo pesquisas, 24% dos franceses afirmam ter vontades sexuais mais fortes neste dia do que nos outros dias do ano... Com certeza, esta noite, alguns vizinhos terão dificuldades para dormir...

Na China o dia de São Valentim tem certa popularidade principalmente entre os jovens o que gera bons negócios. No Japão as mulheres dão chocolates para pessoas queridas, colegas de trabalho e os jovens também. Os chocolates são de fabricação caseira. E no dia 14 de março (o dia branco) os homens que receberam chocolates no dia de São Valentim retribuem com presente como chocolate, jóias e lingeries.

Allana Andrade et Gauthier Berthélémy

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