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samedi 23 août 2014

Os franceses são hiperconectados?

Acessar a internet várias vezes por dia, não conseguir largar o smartphone. Ficar desconectado? Jamais! Seja através do computador, notebook, smartphone ou tablet no final do ano passado, 82% dos franceses já estavam conectados à internet fixa ou móvel.


Conectividade. Foto: Internet


Multi equipados e multiconectados, assim podemos resumir o acesso atual dos franceses. Para confirmar é só acompanhar os dados: oito em cada 10 casas francesas são equipadas com pelo menos um computador, mas em média os franceses possuem 6,5 telas em casa! A França contabiliza mais de 43 milhões de internautas no último trimestre de 2013, ou seja, um aumento de 14% em quatro anos.

Um estudo realizado em 2013 pela TNS Sofres mostra que além dos e-mails, 38% dos franceses acessam a internet várias vezes por dia. O perfil é de jovens (42% tem entre 18 e 34 anos) do sexo masculino (58%). Jovens esses que utilizam as redes sociais, assistem vídeos filmes e televisão via internet e são também viciados em tecnologia. Isso porque 45% navega através de seus Smartphones e 22% através de tablets. Apesar disso, a conexão resta dominada pelo computador (94%), mas com um aumento considerável dos Smartphones (30%) e dos tablets (15%).


Alguns dados da pesquisa TNS Sofres. Tradução: Por Aqui e Là-Bas.


Ainda segundo a pesquisa, os franceses utilizam a internet para se informar, se divertir e claro, socializar. Dentre as atividades listadas, o trio saídas (65%), preparar viagens (61%) e seguir receitas culinárias (56%) ocupam o pódio. A parte de redes sociais, vídeos, filmes e TV são mais sedutoras para os mais jovens (respectivamente 90% e 81% tem entre 18-24 anos).

Já as redes sociais tão utilizadas no Brasil, aparecem apenas no 4° lugar na preferência dos franceses, valor que corresponde a 45% dos entrevistados. Outro dado que chama a atenção são os tutoriais principalmente relacionados às pequenas reformas. Os franceses tem o hábito do "faça você mesmo", eles adoram, compram tudo o que for necessário e partem para a aventura. Os dados mostram 23% dos internautas que seguem cursos de reformas e conselhos para os trabalhos, mas 64% afirmam utilizar pelo menos um tutorial.


Allana Andrade Berthélemy


vendredi 29 novembre 2013

Associações caminham juntas contra o racismo

Várias associações e movimentos anti racismo convocam uma grande marcha em Paris dia 30 de novembro. Uma iniciativa que intervém num contexto de multiplicação dos ataques e declarações racistas na França.

"Parem, Já chega!". Com esse grito, as organizações sindicais, associativas e partidárias francesas querem mostrar a sua oposição ao clima de racismo crescente no território francês. A decisão de fazer uma marcha foi tomada na última quinta-feira para mostrar a reação da sociedade civil contra os ataques que sofreu a Ministra da Justiça, Christine Taubira. A Ministra, negra, foi o alvo de protestos, xingamentos e matérias racistas durante as últimas semanas.

Em Angers, (região oeste a 300km de Paris) enquanto visitava um tribunal, a ministra foi injuriada por um grupo de oponentes ao casamento gay, medida para a qual Christiane Taubira foi a principal defensora. No grupo, uma menina de apenas 10 anos, ergueu uma banana e gritou : "Para quem é a banana ? é para a macaca!" Dias depois, uma candidata nas eleições municipais da Frente Nacional, partido de extrema direita, que publicou uma fotografia no seu perfil facebook comparando Christine Taubira a um chimpanzé. Mais recentemente, uma revista semanal de extrema direita, Minute, fez da Ministra a sua matéria de capa cujo título fazia claramente referência a comparação entre a política e os primatas.

Ministra Taubira: Com 18 meses/Agora. Foto: Internet

Segundo Thomas Guénolé, cientista político, a explicação destes ataques é simples : "Christiane Taubira é alvo porque ela é negra e é a favor do casamento gay. Estes dois elementos explicam o ódio que tem as duas famílias da extrema direita francesa, a extremista e a tradicionalista". Organizando esta marcha, as associações querem  "denunciar não somente estes xingamentos como toda a onda de racismo na França", explica Vincent Reberioux, presidente da Liga dos Direitos Humanos.

Esta marcha no faz relembrar a “Marcha para a Igualdade e Contra o Racismo” que comemora o seu 30° aniversário este ano. Naquela época, 32 jovens, na maioria árabe, iniciaram em Marselha uma marcha para denunciar o racismo. Eles chegaram mais de 100 000 em Paris.


Gauthier Berthélemy

jeudi 13 juin 2013

Pesquisa revela: Os franceses são viciados em Smartphones

Não se sabe ao certo quando surgiu o primeiro smartphone. Alguns falam em 10 anos, outros em apenas quatro. Independente da idade, o fato é que atualmente ele é considerado um dos sonhos de consumo de grande parte das pessoas.

Alguns tipos de Smartphone. Foto: Internet
Jogos, aplicativos, internet, fotos, vídeos...São inúmeras as funções desses aparelhos. E uma coisa é certa, depois de começar a usar, é difícil desgrudar. Nesta quinta-feira, 13 um estudo realizado pela Ipsos MediaCT para o Google mostrou que: os franceses hoje não conseguem mais viver sem seus smartphones. 

No primeiro trimestre de 2013 a taxa de penetração do smartphone na sociedade francesa foi de 42%. Em 2011, esse percentual era de apenas 27%. A taxa de penetração de um produto consiste em: fazer o percentual de pessoas que adquiriram o produto, pelo menos uma vez, num determinado período de tempo utilizado para a análise.

A pesquisa utilizou mil adultos de idades entre 18 e 64 anos e mostra que o vício nos smartphones é grande, tanto que durante a pesquisa, 26% dos entrevistados afirmaram que preferem serem privados da televisão ao invés do celular multifuncional.

E a porcentagem só aumenta: Questionados sobre a utilização no dia-a-dia, 74% dos franceses afirmaram não saírem de casa sem o aparelho. Mais da metade (51%) dos usuários dos smartphones dizem usá-lo diariamente para se conectar à internet. 82% para navegar, 51% para envio de e-mails, 61% para acessar às redes sociais e 52% para a leitura de jornais.

Em média, os entrevistados tem 32 aplicativos instalados no telefone com uso de pelo menos 12 nos últimos 30 dias. Do total, 70% assistem vídeos no celular e 13% pelo menos uma vez por dia.

O fenômeno crescente é o da multitarefa (multi-tasking). 78% dos entrevistados relatam usar ao mesmo tempo o smartphone, enquanto assistem à televisão (52%), jogam um jogo de vídeo (19%), ou leem um jornal ou revista (18%).

vendredi 24 mai 2013

Morre Georges Moustaki: o amigo de Jorge Amado e Elis Regina


Muitos são os artistas brasileiros que tem inspirações francesas, mas o contrário também acontece. É o caso de Georges Moustaki. Nascido em 1934, Giuseppe Mustacchi em Alexandria (no Egito) de uma família de judeus italianos originários de Corfu (na Grécia), o cantor francês de 79 anos, que faleceu nesta quinta-feira, 22 em Nice era apaixonado pelo Brasil. 

Georges Moustaki era apaixonado pelo Brasil. Foto: Internet

Tanto que em 1972 quando estava em turnê de lançamento do disco "Dance", o artista veio ao Rio de Janeiro para um Festival Internacional da Canção Popular, ocasião em que conheceu Elis Regina e Chico Buarque através de Gilberto Gil e Jorge Bem. 


Les Eaux de Mars. Videos: Youtube

Fascinado pela literatura de Jorge Amado e pela Bossa Nova, no álbum seguinte "Declaration", a influência brasileira é fortemente sentida. A música "Águas de Março" de Tom Jobim é transformada na "Les Eaux de Mars" canção que é levada para o Festival de Tóquio e uma turnê mundial que inclui Canadá e Estados Unidos.

Ainda com influências brasileiras, em 1974, o álbum "les Amis de Georges" conta com duas adaptações de músicas do Brasil. São elas: "Portugal" da canção Fado Tropical de Chico Buarque e "Je suis une guitare" de Toquinho e Vinicius de Moraes.

Portugal, da canção Fado Tropical de Chico Buarque

Georges Moustaki que era comprometido com ideais da esquerda, foi um dos compositores mais produtivos da música francesa na década de 1960. O artista escreveu cerca de 300 canções para grandes artistas como: Edith Piaf, Montand, Barbara Greco, Reggiani. 

Dentre as músicas mais famosas estão "Milord" (1958), escrito para Edith Piaf, com quem teve um caso e "Le Métèque" (1969), primeiramente cantado por Pia Colombo e cujo refrão é conhecido no mundo inteiro. 

Le Métèque, uma das mais conhecidas do artista.

Em 2011, anunciou uma doença irreversível que o impossibilita de continuar cantando.


Por Allana Andrade

lundi 20 mai 2013

Quase 30% dos franceses não querem vizinho gay



Mapa aponta intolerância homossexual no mundo. Foto: Internet


Mesmo o presidente François Hollande tendo aprovando de forma definitiva no ultimo sábado, 18, o casamento e a adoção de crianças por casais homossexuais, a França é considerado o país menos tolerante na Europa Ocidental quando se fala em ter um vizinho homossexual. Os dados são da ONG World Values ​​Survey.


O World Values ​​Survey é um projeto de pesquisa global realizado por uma rede mundial de cientistas sociais que explora desde 1981 valores e crenças das pessoas, como elas mudam ao longo do tempo e qual o impacto social e político que eles têm. O monitoramento é feito em 100 países, cobrindo 90% do mundo.

Foram quatro meses de debates intensos e manifestações quase diárias de repulsa à aprovação do « Casamento para todos » no Hexágono. Com 28,8% da população rejeitando a ideia de ter um vizinho gay, a França fica em último lugar, quando consideramos apenas o países da Europa Ocidental. Lugares como Suécia e Espanha, foram os que apresentaram menores dados: respectivamente 3,6% e 7,4%.

Já o Brasil, que no último dia 14 aprovou a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na qual os cartórios de todo o país agora são obrigados a celebrarem o casamento civil e também a converterem a união estável homoafetiva em casamento fica em segundo lugar nos países pesquisados na América do Sul, com 21,8%, perdendo apenas para a Argentina (6,4%). A Colômbia e o Peru apresentam os índices mais altos na região, com 45,9% e 41,9% respectivamente.

Os países no qual a religião é mais rígida como o Islã apresentam os maiores índices da pesquisa, liderada pela Jordânia (95,1%) e o Irã (93%), o que comprova que a religiao tem ainda muito peso no pensamento das pessoas. 

Por Allana Andrade

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