vendredi 24 mai 2013

Morre Georges Moustaki: o amigo de Jorge Amado e Elis Regina


Muitos são os artistas brasileiros que tem inspirações francesas, mas o contrário também acontece. É o caso de Georges Moustaki. Nascido em 1934, Giuseppe Mustacchi em Alexandria (no Egito) de uma família de judeus italianos originários de Corfu (na Grécia), o cantor francês de 79 anos, que faleceu nesta quinta-feira, 22 em Nice era apaixonado pelo Brasil. 

Georges Moustaki era apaixonado pelo Brasil. Foto: Internet

Tanto que em 1972 quando estava em turnê de lançamento do disco "Dance", o artista veio ao Rio de Janeiro para um Festival Internacional da Canção Popular, ocasião em que conheceu Elis Regina e Chico Buarque através de Gilberto Gil e Jorge Bem. 


Les Eaux de Mars. Videos: Youtube

Fascinado pela literatura de Jorge Amado e pela Bossa Nova, no álbum seguinte "Declaration", a influência brasileira é fortemente sentida. A música "Águas de Março" de Tom Jobim é transformada na "Les Eaux de Mars" canção que é levada para o Festival de Tóquio e uma turnê mundial que inclui Canadá e Estados Unidos.

Ainda com influências brasileiras, em 1974, o álbum "les Amis de Georges" conta com duas adaptações de músicas do Brasil. São elas: "Portugal" da canção Fado Tropical de Chico Buarque e "Je suis une guitare" de Toquinho e Vinicius de Moraes.

Portugal, da canção Fado Tropical de Chico Buarque

Georges Moustaki que era comprometido com ideais da esquerda, foi um dos compositores mais produtivos da música francesa na década de 1960. O artista escreveu cerca de 300 canções para grandes artistas como: Edith Piaf, Montand, Barbara Greco, Reggiani. 

Dentre as músicas mais famosas estão "Milord" (1958), escrito para Edith Piaf, com quem teve um caso e "Le Métèque" (1969), primeiramente cantado por Pia Colombo e cujo refrão é conhecido no mundo inteiro. 

Le Métèque, uma das mais conhecidas do artista.

Em 2011, anunciou uma doença irreversível que o impossibilita de continuar cantando.


Por Allana Andrade

lundi 20 mai 2013

Quase 30% dos franceses não querem vizinho gay



Mapa aponta intolerância homossexual no mundo. Foto: Internet


Mesmo o presidente François Hollande tendo aprovando de forma definitiva no ultimo sábado, 18, o casamento e a adoção de crianças por casais homossexuais, a França é considerado o país menos tolerante na Europa Ocidental quando se fala em ter um vizinho homossexual. Os dados são da ONG World Values ​​Survey.


O World Values ​​Survey é um projeto de pesquisa global realizado por uma rede mundial de cientistas sociais que explora desde 1981 valores e crenças das pessoas, como elas mudam ao longo do tempo e qual o impacto social e político que eles têm. O monitoramento é feito em 100 países, cobrindo 90% do mundo.

Foram quatro meses de debates intensos e manifestações quase diárias de repulsa à aprovação do « Casamento para todos » no Hexágono. Com 28,8% da população rejeitando a ideia de ter um vizinho gay, a França fica em último lugar, quando consideramos apenas o países da Europa Ocidental. Lugares como Suécia e Espanha, foram os que apresentaram menores dados: respectivamente 3,6% e 7,4%.

Já o Brasil, que no último dia 14 aprovou a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na qual os cartórios de todo o país agora são obrigados a celebrarem o casamento civil e também a converterem a união estável homoafetiva em casamento fica em segundo lugar nos países pesquisados na América do Sul, com 21,8%, perdendo apenas para a Argentina (6,4%). A Colômbia e o Peru apresentam os índices mais altos na região, com 45,9% e 41,9% respectivamente.

Os países no qual a religião é mais rígida como o Islã apresentam os maiores índices da pesquisa, liderada pela Jordânia (95,1%) e o Irã (93%), o que comprova que a religiao tem ainda muito peso no pensamento das pessoas. 

Por Allana Andrade

mercredi 8 mai 2013

Un brésilien à la tête de l'OMC

Roberto Azevêdo prendra officiellement la tête de l'OMC en septembre prochain (photo: internet)



On pressentait Lula à l’ONU, on voyait le cardinal Odilo Scherer au Vatican mais le Brésil passe sur le devant de la scène internationale à Genève. Le brésilien Roberto Azevêdo est le nouveau directeur-général de l’Organisation Mondiale du Commerce et succède ainsi à Pascal Lamy. Le Brésil prend pour la première fois la tête d’une institution internationale d’une telle ampleur.

Pour accéder au poste, Roberto Azevêdo a recueilli le plus grand nombre de votes et l’appui de pays de toutes les régions du monde et de différents niveaux de PIB. Il devance ainsi son concurrent, le mexicain Herminio Blanco, qui avait pourtant les faveurs des Etats-Unis et de l’Union Européenne. Sa désignation sera officialisée demain et les soutiens de M. Blanco ont d’ores et déjà affirmé qu’ils ne s’opposeront pas à la désignation du vainqueur malgré leur droit de véto.

Roberto Azevêdo reprendra les commandes de l’OMC à partir de septembre prochain et succédera au français Pascal Lamy. Fort des soutiens des pays d’Afrique, du Moyen-Orient, de l’Amérique Latine et, surtout, du géant chinois, il aura la lourde tâche de confirmer les aspirations internationales du Brésil et de redorer le blason de l’institution, fortement critiquée depuis l’arrivée de la crise.

Pendant la campagne, Roberto Azevêdo, représentant permanent du Brésil à l’OMC depuis 2008, s’est prononcé en faveur de la reprise des négociations du Cycle de Doha, au point mort depuis 2001, en déclarant qu’il va s’agir «de rendre le système compatible avec le monde d’aujourd’hui, la seule façon d’y arriver est d’encourager le commerce et la libéralisation des échanges en tant que composants essentiels des politiques de développement ». L’objectif sera donc de réactiver les négociations commerciales entre le Nord et le Sud.

Le succès du brésilien sonne comme la revanche des émergents suite à la décision de reconduire un représentant européen (Christine Lagarde) à la tête du FMI après la chute médiatiquement spectaculaire de Dominique Strauss-Kahn. En mai 2011, les BRICs avaient dû se résigner à s’incliner face à cette décision malgré leur tentative de hisser un des leurs sur les plus hautes marches de la gestion économique internationale.

Un brésilien à l’OMC, c’est, pour la diplomatie brésilienne, l’acceptation de l’idée défendue par le Brésil de partager le pouvoir économique pour le rendre plus compatible avec la donne économique issue de la crise financière internationale commencée en 2008. A l’heure où les émergents apparaissent comme des modèles en termes de compétitivité, de gestion sociale et de croissance du PIB, la logique veut qu’un de ses intégrants soient aux rênes d’au moins un des trois piliers de l’économie mondiale (FMI, Banque Mondiale et OMC). «En présentant sa candidature, le Brésil estimait que par son expérience et son implication, (Roberto) Azevedo pourrait conduire l'organisation vers un ordre économique mondial plus dynamique et plus juste. Ce message a été entendu (...)» se félicite Dilma Rousseff à l’annonce des premiers résultats à Genève.

Si cet événement sonne comme une meilleure répartition des rôles plus en phase avec le contexte politico-économique actuel, il est également considéré comme une victoire pour la diplomatie brésilienne qui y voit l’aboutissement de ses efforts pour imposer l’image d’un Brésil capable et désireux de prendre en main l’intérêt commun. Le pays peut désormais sortir de son rôle de « représentant des BRICS » pour enfin adopter une posture de décideur. 

Gauthier Berthélemy

vendredi 26 avril 2013

O governo multa empresas para fazer respeitar a igualdade salarial



 Fato inédito no mundo do trabalho francês, empresas serão multadas por não ter respeitado o princípio de igualdade de salário entre homem e mulher. Neste « Equal Pay Day », duas empresas foram sancionadas, mas o governo já declarou sua determinação de não parar só nestes dois exemplos.

Em apenas quatro meses, o governo francês, pelo intermédio do ministério dos direitos da mulher, ja enviou 135 advertências ao mesmo número de empresas demorando a respeitar a igualdade salarial entre os gêneros. Por não ter modificado a suas políticas salariais, duas empresas receberam as primeiras multas.

Segundo Najat Vallaud-Belkacem, ministra dos direitos das mulheres, a primeira empresa sancionada devera pagar uma « penalidade de 5000 euros por mês até resolver a situação. (…) Trata-se de uma empresa de 150 empregados que mostra uma diferença de 500 euros no salário médio entre homem e mulher ». A segunda recebeu uma multa de 8500 euros a pagar de vez, pois acabou de ser vendida. « O novo proprietário terá que corrigir isso » adverte a ministra.

 Najat Vallaud-Belkacem, ministra dos direitos das mulheres, anunciou ontém as  multas (foto:internet) 


Para Marisol Touraine, ministra dos Assuntos Sociais, estas multas são importantes para mostrar que « quando a lei não é respeitada, as sanções são aplicadas. » Uma maneira de relembrar aos empresários, neste Equal Pay Day organizado pela Comissão Europeia, a lei do 2 de novembro de 2010 obrigando as empresas  de mais de 50 assalariados a adotar um plano ou uma convenção empresarial com o objetivo de impedir a diferenciação salarial e de carreira entre homem e mulher.

Segundo os dados divulgados em 2012 pela Comissão Europeia, orgão executivo da União Europeia, uma mulher deveria trabalhar 79 dias a mais para ganhar o salario anual de um homem. 

Gauthier Berthélemy

lundi 1 avril 2013

1er avril 1964, "le jour qui dura 21 ans"


 
Militaires en route pour Rio de Janeiro (photo: internet)
Le 1er avril est connu dans diverses régions du monde comme le jour de la farce. Au Brésil, il en est de même, mais cette date rappelle également un fait historique important pour le pays : le coup d’Etat militaire du 1er avril 1964. Ce lundi, les archives publiques de São Paulo mettent en ligne 274 000 fiches et 13 000 rapports produits par le Département d’Ordre Politique et Social, la police politique entre 1964 et 1985. A peine 10% du total archivé.

Les explications. La prise du pouvoir par les généraux a été le résultat d’une série d’événements à partir de l’élection en 1961 de Jânio da Silva Quadros du PTN (Parti Travailliste National) à la Présidence de la République brésilienne et de João Goulart, o Jango, du PTB (Parti Travailliste Brésilien) à la Vice-Présidence. La même année Jânio Quadros renonce au pouvoir et le laisse aux mains de son Vice. Mais, ce dernier se trouve alors en Chine pour une visite diplomatique. Les militaires, voyant dans ce déplacement une preuve supplémentaire de sa sympathie pour le communisme, l’empêche d’assumer la Présidence. Ce n’est qu’après d’âpres négociations que João Goulart est nommé Chef d’Etat. En 1963, un référendum décide le retour au régime présidentialiste et Jango en reprend la tête.

Cependant, les difficultés ne faisaient que commencer. Le Brésil était en proie à une instabilité politique depuis les administrations antérieures. La tentative de renversement de 1961 et les tensions régionales et internationales provoquées par la Guerre Froide déstabilisaient un peu plus encore le fragile régime de Jango. Parmi la société, les secteurs les plus conservateurs comme l’armée, le haut-clergé catholique et les organisations et entreprises liées aux Etats-Unis faisaient un travail idéologique visant à décrédibiliser le pouvoir en place.

Le 13 mars 1964, en pleine tourmente politique, João Goulart annonce à Rio de Janeiro une série de décrets face une foule de plus de 300 000 personnes. Il déclare alors la nationalisation des raffineries de pétrole et présente un programme d’expropriation de grands propriétaires terriens pour mener à bien la réforme agraire qu’il supporte. Pour ses opposants conservateurs, c’est la goutte d’eau. Le 31 mars, l’armée marche sur Rio de Janeiro et fait tomber le gouvernement constitutionnel de Jango. Le 1er avril, le Président déchu prend la fuite vers l’Uruguay, le Brésil est aux fusils des militaires.

Le nouveau régime ouvre les frontières et laissent les capitaux étrangers opérer ce qu’on appellera au Brésil et ailleurs le « Miracle économique »,  avec ses 10 % de croissance à l’année. En contrepartie, le travailleur voit son salaire diminuer de moitié, déjà miné par une hyperinflation et les inégalités sociales qui n’arrêteront plus de s’accroître. Tout cela sans compter avec la disparition de la liberté d’expression, l’apparition de la censure et de la répression politique permises par le vote de 5 amendements constitutionnels. 21 ans plus tard, le 15 mars 1985, Tancredo Neves sera élu au suffrage universel, marquant le point final de la dictature et le début de la re-démocratisation brésilienne.

Photographies de disparus (photos internet)


Les rapports de l’époque révèlent les noms de 376 morts et disparus durant le régime militaire. Cependant, certaines études identifient plus de 1200 travailleurs ruraux tués par la dictature pendant la même période. La Commission de la Vérité créée en 2011 tente de relever les violations aux Droits de l’Homme entre 1964 et 1985, mais le travail fastidieux est rendu difficile par le manque d’accès aux documents officiels produits à cette époque. Contrairement à ses voisins ayant subi la même chose, le Brésil a voté directement après la chute des généraux une loi d’Amnistie blanchissant autant les prisonniers politiques que leurs tortionnaires, ne permettant donc pas que justice soit faite comme en Argentine où Reynaldo Bignone, le dernier général à avoir dirigé le pays pendant la dictature (1976-1983), a été condamné le 12 mars dernier à la prison à vie pour crimes contre l’Humanité.


Consultez ces sites pour avoir accès aux archives :



http://www.cnv.gov.br

Allana Andrade

samedi 16 mars 2013

Marco Feliciano, le pasteur-député polémique




Sur internet, dans les rues et même à l’entrée de la Chambre des députés, des brésiliens s’indignent face la nomination polémique du député fédéral Marco Feliciano à la tête de la Commission des Droits de l’Homme et des Minorités. Les propos homophobes et racistes tenus par le parlementaire sur les réseaux sociaux sont à l’origine de la contestation.


 Marco Feliciano, pasteur, député fédéral et nouveau président de la Commission des Droits de L'Homme et des Minorités de la Chambre des députés brésilienne ( photo: internet )

« La pourriture des sentiments homosexuels mène à la haine, au crime et au rejet. », « Noir naît noir, indien naît indien, mais homosexuel ne le naît pas. », « Les africains descendent d'ancêtres maudits par Noé. C'est un fait. Le motif de la malédiction est la polémique. » Noirs, homosexuels, malades du sida, tout y passe. Les Twitter, Facebook et consorts nous ont habitués depuis près d’une décennie à la philosophie de comptoir à grande échelle. L’internaute, confortablement installé dans son salon, à l’abris des regards, isolé, se sent à l’aise pour coucher sur l’écran ses pensées même les plus répréhensibles, persuadé de ne pas être écouté puisqu’il les écrit. Parfois, c’est le cas. Mais lorsqu’il s’agit d’une personnalité publique, la diffusion des fameux 140 caractères est démultipliée et son impact l’est tout autant.

Publiés sur Twitter en novembre 2011, ces propos ont provoqué une levée de boucliers  immédiate des associations homosexuelles et de lutte contre le racisme contre son auteur, le député fédéral et pasteur évangélique Marco Feliciano du Parti Social Chrétien (PSC). Au-delà de quelques statuts facebook et partages de pétitions électroniques exigeant sa démission, le mouvement de contestation n’a pas pris d’ampleur et est vite tombé dans les oubliettes du web. Les prises de position polémiques du parlementaire sont cependant revenues sur le devant de la scène médiatique depuis quelques semaines suite à sa surprenante nomination à la tête de la commission des Droits de l’Homme et des Minorités de la Chambre des députés brésilienne.

Un des tweets polémiques du député :" La pourriture des sentiments homosexuels mène à la haine, au crime et au rejet".  


Depuis le 6 mars 2012, les commissions permanentes de la Chambre brésilienne ont leur composition définie en fonction de la répartition des sièges issue des votes des électeurs. En d’autres termes, les partis les plus représentés à l’Assemblée ont le plus de commissions. Suite à une négociation entre les formations politiques, le Parti des Travailleurs, formation dont est issue Dilma Rousseff, est  par exemple à la tête de trois commissions tout comme son allié le PMDB. Les principaux partis d’opposition, le PSDB et le DEM, comptent deux commissions. Il en est de même pour le parti du député fédéral Marco Feliciano qui, en plus des Droits de l’Homme, est en charge de la surveillance financière.

La nouvelle de la décision a rappelé aux barricades virtuelles les opposants au pasteur évangélique. Les réseaux sociaux se sont transformés en passeurs de slogans et de pétitions signées par plusieurs millions de personnes et déposées à Brasilia. Les mots twittés par le nouveau président de la Commission des Droits de l’Homme à l’encontre des africains et des homosexuels ont resurgis sur internet rappelant aux Brésiliens les forfaits de l’homme politique.

Après avoir gagné la toile, la protestation sort dans les rues de presque toutes les capitales brésiliennes où des cortèges demandent la destitution du parlementaire. Début mars, les manifestants, armés de pancartes, de sifflets et de nez de clown, parviennent à entrer dans la Chambre des députés et crient leur volonté d'appliquer le principe de laïcité de l'Etat (et donc d'interdire à un homme d'Eglise d'exercer un mandat législatif) et de punir ceux qui profèrent des insultes à l'encontre de minorités. Le même jour, la contestation passe les frontières brésiliennes et gagne l'Europe où des expatriés défilent avec pancartes et banderoles sur les places de quelques capitales du Vieux Continent.

Les parlementaires des autres partis ont également commenté la nomination de Marco Feliciano à la tête de la commission des Droits de l'Homme. Les députés composant la commission ont décidé de faire recours de la désignation du pasteur évangélique auprès du Suprême Tribunal Fédéral, évoquant notamment une investiture à huis-clos, fait interdit par le règlement de l'Assemblée qui stipule que toute « réunion est ouverte au public ». Selon Domingos Dutra, du PT, « il est inimaginable qu'après une dictature militaire une commission des Droits de l'Homme fasse une session à portes closes, avec des barrières aux entrées et la police législative dans les couloirs ». Au-delà de la légitimité de la nomination et des moyens employés par Marco Feliciano, les députés de l'opposition questionnent l'intégrité de leur collègue et demandent au nouveau président de la commission de s'expliquer sur les récentes accusations d'usage de fonds de l'Assemblée pour rémunérer certains employés de l'Assemblée de Dieu, église évangélique à laquelle le pasteur Feliciano est affilié. Pour Chico Alencar du PSOL, « il y a des preuves évidentes de l'usage de son mandat à des fins personnelles, puisque toute église est une entité privée. »

Marco Feliciano peut néanmoins compter sur le soutien de son groupe parlementaire. Réunis le 12 mars, les députés du PSC ont affirmé que « malgré les pressions et les manifestations nous maintenons Marco Feliciano à son poste. » Le leader du PSC à l'Assemblée, André Moura, s'appuie sur le règlement affirmant que « rien n'empêche le parlementaire désigné à honorer son poste. La commission est composée de 18 députés et si le président n'exerce pas son mandat correctement, nous serons les premiers à demander sa démission. »

Le 13 mars, lors de la réunion inaugurale, ouverte au public, Marco Feliciano a adressé, entre hués et applaudissements, des excuses publiques « à tous ceux qui se sont sentis offensés par l'une de [ses] postures (…) ». Avant d'entamer les discussions, il a demandé « à tous un vote de confiance. J'exerce mon mandat qui me donne le droit d'assumer la présidence de cette commission. » Un prêche de bonne volonté en décalage avec un de ses récents tweets daté du 28 février 2013, alors qu'il avait déjà eu connaissance de sa nomination : « Il ne m'est jamais passé par la tête de présider la Commission des Droits de l'Homme, mais avec tant d'attaques, j'en ai presque envie. ». Avec une telle confession, nul doute que les opposants au pasteur polémique se résoudront à l'absoudre. 

Gauthier Berthélemy

vendredi 15 février 2013

Vague de violences à Santa Catarina


Depuis quinze jours, l’Etat de Santa Catarina, dans le sud du Brésil, est en proie à une vague de violences. Au total, 100 attaques visant des bus et des commissariats de police ont été enregistrées dans différentes villes de la région. Selon les autorités, elles seraient organisées à l’intérieur même des prisons. Le gouvernement a décidé d’envoyer les militaires en soutien aux forces de police locales.

Un pompier en intervention dans entrepôt incendié (photo : O Globo) 


Bus incendiés, jets de cocktails molotov contre un bâtiment de la Police Militaire ou agression de civils à la sortie des bureaux. Depuis le 30 janvier, 25 villes de Santa Catarina sont en état d’alerte face aux attaques qui s’élèvent aujourd’hui au nombre de 100, selon la police. Ces actes seraient commandités par des chefs de bandes détenus dans les prisons de cet état du sud du Brésil en réponse à leurs conditions de vie en milieu carcéral. Leurs soutiens à l’extérieur font preuve d’une extrême violence : 13 litres d’essence, 600 kilos de dynamite et une dizaine d’armes à feu de gros calibre ont été interceptés par les forces de l’ordre.

Plusieurs fois retardé par le gouverneur de Santa Catarina, Raimundo Colombo, l’envoi de la Force Nationale de sécurité publique a été annoncé par le ministre de la Justice José Eduardo Cardozo. Près de 350 militaires ont donc quitté Brasilia dans la matinée du vendredi 15 février pour contenir la violence dans la région. Au-delà de cette mesure, le ministère de la Justice a décidé de transférer les leaders des gangs probablement impliqués dans l’organisation des attaques. L’opération de transfert, risquée, devraient réquisitionner plusieurs dizaines d’agents pénitentiaires et vise à couper les communications entre les détenus et les membres de leurs organisations à l’extérieur.

Depuis une semaine, les transports en commun roulent au ralenti et les chauffeurs de bus, craignant pour leur sécurité, refusent de travailler après 19h. Les écoles publiques ont fermé leurs portes, leurs élèves ne pouvant pas les franchir faute de transport. 

mardi 29 janvier 2013

Os parlamentares franceses discutem sobre o « Casamento para todos »

Os parlamentares franceses discutirão nos proximos meses a questão do casamento gay (foto: internet)
Hoje é o inicio dos debates sobre o controverso projeto de lei autorizando os casais homossexuais a contratar um casamento. Provocando discussões, manifestações e dividindo fortemente os franceses desde o final do ano passado, a lei poderia ser adotada em abril.
Chamada “Casamento para todos”, a medida prometida pelo presidente François Hollande durante a sua campanha eleitoral o ano passado poderia permitir aos casais homossexuais de se casar como os casais heterossexuais. Além desta disposição, a questão da adoção será evocada. A procriação assistida medicalmente foi excluída e será provavelmente agregada a outra votação no final de 2013. O projeto de lei será discutido a partir de amanhã pelos deputados franceses até o dia 10 de fevereiro. O texto de lei será, normalmente, adotado pela Assembleia no dia 12 de fevereiro e, sem grande surpresa, deveria revelar uma forte oposição entre a direita, contra, e a esquerda, a favor.
Segundo o funcionamento da adoção de leis na França, o projeto será enviado ao Senado para ser novamente discutido e votado. Após eventuais modificações e idas e voltas entre as duas Câmaras representativas, a lei do “Casamento para todos” deveria ser definitivemente adotada, ou rejeitada, no fim do mês de abril.
O primeiro-ministro francês, Jean-Marc Ayrault, afirmou que o procedimento nem será acelerado nem determinado no tempo afim de “deixar à oposição a sua liberdade de expressão” na discussão. E o principal partido de direita, a UMP de Nicolas Sarkozy, não abriu mão do seu direito. Assim foram apresentados pela oposição 96% das 5392 propostas de emendas. Também, a UMP ja declarou que fará a proposta durante os debates de um novo exame da lei por uma comissão parlamentar e da organização de um plebiscito para decidir desta questão que fica dividindo a sociedade.
Os oponentes ao projeto de lei ja convocaram várias manifestações afim de mostrar a pluralidade dos perfis contra o “casamento para todos”. O último encontro dos “antis” juntou entre 300 mil e 800 mil pessoas (segundo as diferentes fontes) nas ruas da capital, Paris, no último domingo. Dentro do cortejo, famílias, militantes de direita, representantes das religiões cató licas, evangélicas ou ainda muçulmanas marcaram oposição à lei.
Sexta-feira, eles anunciaram pela voz de Philippe Brillaut, porta-voz do movimento “manifestação para todos”, a chamada ao Conselho Econômico, Social e Ambiental (CESE) para emitir uma opinião sobre a lei. Terceira câmaras do país, o CESE, é portanto uma assembleia consultativa. De fato, a opinião apresentada pelo CESE mesmo se for contra a lei poderá ser ignorada pelo governo.
Gauthier Berthélemy

mardi 8 janvier 2013

Dia do Fotógrafo? / Journée Nationale du Photographe? Confira imagens da França e do Brasil

A data é controversa, mesmo assim resolvemos escrever um pouquinho sobre. No Brasil, dia 08 de janeiro é o Dia Nacional da Fotografia ou o Dia Nacional do Fotógrafo. Ao certo não dá para saber quem está certo, o fato é que outras datas (15 de agosto, 02 de setembro, 19 de agosto...) também são lembradas com o mesmo objetivo. 

De uma coisa é certa: adoramos fotografias e pensando nisso selecionamos várias imagens de viagens que fizemos nos últimos anos. França e Brasil: Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraíba, Bahia, Sergipe. Nord-Pas-de-Calais, Ile-de-France, Rhône-Alpes, Bourgogne. Confira abaixo imagens de cidades lindas desses dois países!


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En ce 8 janvier, le Brésil célèbre la Journée Nationale de la Photographie, pour certains, ou la Journée Nationale du Photographe, pour d'autres...  Une chose est sûre; c'est que le doute règne puisque diverses dates sont consacrées à la même cause (15 août, 2 septembre, 19 août).

 L'un ne pouvant de toute façon pas  se faire sans l'autre et comme nous aimons la photo quelque soit le jour de l'année, nous avons pris le parti de publier quelques uns des clichés pris ces dernières années par nos yeux et mains, certes amateurs, mais passionnés... Pour vous, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraíba, Bahia, Sergipe. Nord-Pas-de-Calais, Ile-de-France, Rhône-Alpes et Bourgogne. 
Fotos/Photos: Por Aqui e Là-Bas 



































samedi 22 décembre 2012

Hollande fala de memória em visita à Argélia



Esta semana, François Hollande, presidente da república francesa, estava em visita oficial na Argélia. Para este país, a primeira ida do atual chefe do executivo francês em terras argelinas era muito esperada. Breve balanço desta viagem presidencial. 


Hollande na Argélia. Foto : Philippe Wojazer/Pool/AFP/Internet
As relações entre França e Argélia nunca foram das mais fáceis. Antiga colônia francesa durante 132 anos, a pátria magrebina acessou a independência no sofrimento após uma guerra de 1956 a 1962, na qual as forças armadas francesas usaram recursos ilegais tais como a tortura para conter a rebelião. De fato, de um lado como no outro do mar mediterrâneo, o trauma e o sofrimento causados pelo enfrentamento e a colonização deixaram marcas dolorosas. Assim, a visita de um presidente francês na Argélia nunca foi um exercício dos mais evidentes. 


Desta vez, François Hollande decidiu fazer da memória e da juventude os dois temas principais da sua ida. Dia 20 de dezembro, ele pronunciou um discurso no Parlamento argelino em Alger no qual reconheceu o “sofrimento” causado pelos fatos de “uma colonização injusta” exercida pelo governo francês. Ele evocou o massacre de Sétif perpetrado o dia 8 de maio 1945, data da vitoria dos aliados contra o nazismo e durante a qual a França “não cumpriu seus valores universais” reprimindo uma manifestação a favor da autonomia e causando a morte de 20 mil pessoas. 

No mesmo discurso, François hollande chamou a uma cooperação entre os historiadores franceses e argelinos para que a verdade seja feita sobre “a violência, a injustiça, os sofrimentos e a tortura” e homenageou os franceses que lutaram a favor da independência da Argélia. 


Na saída, os parlamentares julgaram “não suficiente” o discurso do chefe do executivo francês apesar de tê-lo aplaudido durante a sessão. As opiniões não diferem entre “ele não se desculpou o suficiente” ou “ele fez o mais que ele podia neste contexto”.


Depois de uma visita rápida na capital argelina, François Hollande fez um discurso na universidade de Tiemcen no oeste do país. Lá, ele anunciou um maior esforço futuro para que os estudantes possam acessar aos vistos temporários de estudos e outras ajudas sociais favorecendo os intercâmbios universitários entre os dois países. 

Gauthier Berthélémy

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