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mercredi 12 décembre 2012

A Salvador, un chauffeur cherche l'amour sur les murs de la ville



Anderson Silva, 32 ans, chauffeur. A la différence de son homonyme star des arènes de UFC, ce baiano lutte pour rencontrer l'âme sœur. Si chercher la partenaire particulière n'a a priori rien d'extraordinaire, la technique du pilote de Salvador nous démontre le contraire.

"Je veux une femme. J'ai des voitures et maisons" (photo; Jornal A Tarde)


En bon professionnel, Anderson connaît la maxime, la publicité est l'âme des affaires. Ne doutant pas de ses qualités, il a décidé de se vendre en peignant sur les murs de la capitale de Bahia une annonce simple et directe : « Je veux une femme, sang bon, j'ai voitures et maisons », accompagnée de ses numéros de téléphone.

Et l'initiative n'a pas été vaine. Depuis ses coups de pinceaux, Anderson Silva a fait le tour des médias locaux et nationaux et, surtout, s'est attiré les faveurs de la gente féminine. Le chauffeur reçoit par jour pas moins d'une vingtaine d'appels et aurait déjà rencontré plus de 120 jeunes femmes intriguées par l'appel peint sur la roche. Lorsque Anderson était chauffeur particulier, il proposait déjà ses services de cette manière. La technique fonctionnant dans sa vie professionnelle, Anderson a décidé de l'utiliser pour combler le vide de sa vie personnelle.

Sangue Bom (Sang Bon), comme il se fait surnommer, divorcé depuis un an, ne manque pas d'arguments et affirme : « la publicité est l'âme des affaires. Avoir maisons et voitures fait pleuvoir les filles. Au final, qui ne veut pas d'un bon parti ? Je n'ai pas encore rencontrer la femme idéale, mais quand elle apparaîtra, j'effacerai toutes les annonces ».

Une promesse qui pourrait être tenue plus rapidement qu'il ne le pense puisque dans un communiqué la mairie de Salvador a annoncé son intention de faire appel à la justice et invoque l'interdiction d'utiliser l'espace publique à des fins particulières pour obliger cet homme en mal d'amour à écourter sa recherche et rendre aux murs de la ville leur neutralité d'antan. 

Allana Andrade

mercredi 2 mai 2012

Salvador e o despreparo dos supostos ‘guias turísticos’


Passear por Salvador, ir ao centro histórico, subir as ladeiras do Pelourinho. Essa ideia de passeio perfeito pode rapidamente vir por água abaixo no momento que o turista começa a caminhar e observar os casarões históricos. Vale lembrar que chamo aqui turista toda e qualquer pessoa que não viva nos bairros citados. Até mesmo um soteropolitano que por ventura estiver passando nos arredores da Praça da Sé são insistentemente importunados por vendedores dos mais diversos tipos.
Certidão emitida pela Delegacia de Turismo de Salvador-BA

Mas voltarei ao turista tradicional, que vem de outras cidades (meu caso) ou dos mais diversos países (em 2 dias vi japoneses, alemães, ingleses, norte-americanos, espanhóis e franceses...) Quanto ao pensamento deles não posso relatar, mas falo aqui com informações presenciadas e vividas por mim, meu noivo (francês) e um amigo (também francês).

Visitar o Pelourinho hoje está insustentável! Digo isso com conhecimento de causa. Das vezes que fui a Salvador sempre senti a sensação de insegurança e vulnerabilidade apesar de sempre ter uma viatura policial próxima ou circulando nas ruas. E por que esse sentimento tão ruim em um passeio que deveria encantar a todos? Exatamente pela ilusão que vemos ao redor de Salvador. A ilusão de um lugar histórico com beleza arquitetônica, mas que por muitas vezes é ofuscada pelos insistentes vendedores quer seja de fitinhas (chegam ao ponto de puxar seu braço no meio da rua – em um momento achei que era assalto! – e o pior, vende-las a preços abusivos, sim fui obrigada a adquirir a bênção do Senhor do Bomfim por 4 reais. Isso mesmo 4 reais por 9 fitinhas que você compra no Mercado modelo ao preço de 1 real!). Mas até aí tudo bem, não vou fazer conta de 3 reais.

O que eu vou relatar agora é o que me faz realmente escrever esse texto. Vulnerabilidade, medo, angústia, despreparo, decepção e raiva. Esses são apenas alguns dos sentimentos que passamos (eu, meu noivo e amigo) ontem por volta das 15h30. Estávamos retornando da Praça Castro Alves (havia um evento para comemorar o 1º de Maio) em direção ao Pelourinho (onde estávamos hospedados). No momento em que passamos pela metade da ladeira fomos abordados por alguém que se dizia guia turístico. Recusamos o pacote turístico, até porque em menos de 4 horas retornaríamos a Aracaju, foi então que veio a triste surpresa. Quando meu noivo disse ‘não obrigado’ o guia resolveu insistir de forma abusiva e então dissemos ‘por favor, nos deixe tranquilos’. Neste momento o guia simplesmente surtou (esse foi o pensamento que tive, tamanho o desequilíbrio emocional do cidadão) e começou a nos xingar e ameaçar em inglês (não me pergunte o porque da escolha deste idioma, se não nos comunicamos nesta língua!).

Continuamos sendo xingados e humilhados, mas sem responder subimos a ladeira até a Praça da Sé onde sentamos em um dos banquinhos para descansar e aguardar o horário da viagem. Eis que surge em nossas costas o guia e simplesmente continuou a nos xingar de todo tipo de palavra (em inglês) que não gostaria de repeti-las. Neste momento corri em direção a um policial que estava na praça para pedir ajuda tamanho o nervosismo que sentia. Não satisfeito com isso, o guia soltou outra ameaça "se eu encontrar você vou lhe quebrar e também seu trabalho como você quebrou o meu" e saiu em direção ao Pelourinho. 

Sem saber como agir, tivemos sorte por encontrar uma senhora (também jornalista) que passava pelo local e nos encaminhou à Delegacia de Turismo, onde registramos o ocorrido e agora aguardamos os encaminhamentos. No caminho, essa jornalista nos informou que o ‘guia’ que possui farda, crachá e todos os indicativos legais para exercer a profissão na verdade não é regulamentado. Ou seja, além de ser um cidadão comum, sem direito de guiar os turistas ele ainda se acha no direito de nos dirigir com desrespeito e ameaças.

Fica aqui registrada a minha insatisfação com relação à política instaurada em Salvador e faço as seguintes perguntas aos órgãos responsáveis:

1-      Que tipo de providência será tomada para que os turistas não mais sofram com esse tipo de situação, sabendo que das cidades que já visitei (no Brasil e no exterior) Salvador é a única, repito única, a permitir tamanho desrespeito?
2-      Já foram pensadas medidas emergenciais e educativas para que durante eventos como a Copa do Mundo, a qual espera-se milhares de turistas estrangeiros, para que incidentes abusivos como esse sejam evitados?
3-      Até quando vamos ter que suportar situações semelhantes?
4-      Se esses tipos de guias não são regulamentados, mas todos na região os conhece como ilegais, o que a secretaria de turismo de Salvador, junto com a Prefeitura e Governo do Estado estão fazendo?

Com a palavra, os representantes oficiais!

Allana Andrade

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